sábado, 1 de maio de 2010

Dia das Mães

































































































"Deus cria a Mãe"

Deus chamou o seu anjo mais querido e lhe apresentou o modelo de mãe.
O anjo não gostou do que viu :
- O senhor tem trabalhado muitas horas extras, já não sabe mais o que está fazendo - disse o anjo.
- Olha só !
Beijo especial que cura qualquer doença, seis pares de mãos para cozinhar, lavar, passar, acariciar, segurar, limpar...
- Isso não vai dar certo!
- O problema não são as mãos - respondeu Deus.
- São os três pares de olhos que precisei colocar : um que permita ver seu filho através de portas fechadas e protegê-lo de janelas abertas.
Outro para mostrar severidade na hora de dar uma educação sólida.
E o terceiro para ficar constantemente demonstrando amor, ternura, apesar de todo o trabalho que ela terá !
O anjo examinou o modelo de mãe com mais cuidado :
- E isso aqui, o que é ?
- Um dispositivo de auto-cura. Ela não terá tempo de ficar doente, vai ter que cuidar do marido, dos filhos, da casa.
- Acho melhor o Senhor descansar um pouco - disse o anjo.
- E voltar para o modelo normal, com dois braços, um par de olhos, etc.
Deus deu razão ao anjo.
Depois de descansar, transformou a mãe numa mulher normal. Mas, alertou o anjo :
- Precisei colocar nela uma vontade tão grande, que se sentirá com seis braços, três pares de olhos, sistema de auto-cura.
Ou não será capaz de dar conta da tarefa.
O anjo examinou-a de perto.
Desta vez, em sua opinião, Deus tinha acertado.
De repente, notou uma falha :
- Ela está vazando ! Acho que o Senhor, de novo, colocou muita coisa nesse modelo.
- Não é vazamento. Chama-se "lágrima".
- Serve para que ?
- Para alegria, tristeza, desapontamento, dor, orgulho, entusiasmo.
- O Senhor é um gênio - disse o anjo.
- Era justamente o que estava faltando para o modelo completo.
Deus, com ar sombrio, respondeu :
- Não fui eu quem colocou.
Quando eu juntei as peças, a lágrima apareceu.
Mesmo assim, o anjo deu parabéns ao Todo Poderoso, e as mães foram criadas.

(Autor : Paulo Coelho )













A mãe má

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães,eu hei de dizer-lhes:
_ Eu os amei o suficiente para ter perguntado:aonde vão,com quem vão e a que horas regressarão?
_Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
_Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram da mercearia e os fazerem dizer ao dono.”Nós roubamos isto ontem e queríamos pagar.”.
_Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês duas horas,enquanto limpavam o seu quarto;tarefa que eu teria realizado em 15 minutos!
_Eu amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês,o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
_Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações,mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
_Mais do que tudo,eu os amei o suficiente para dizer-lhes não,quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso.Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
_Estou contente,venci...porque no final vocês venceram também!_ E que qualquer dia quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães,meus filhos vão lhes dizer quando eles perguntarem se sua mãe era má:
-“Sim”...Nossa mãe era má.Era a mãe mais má do mundo.As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos de comer cereais,ovos,torradas.
_As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos de comer arroz,feijão,carne,legumes e frutas.
_E ela obrigava-nos a jantar a mesa,bem diferente das outras mães,que deixavam os filhos comerem vendo televisão.
_Ela insistia em saber quem eram nossos amigos e o que fazíamos com eles.
_Insistia que lhe disséssemos que íamos sair,mesmo que demorássemos uma hora ou menos.
_Nós tínhamos vergonha de admitir,mas ela violou a lei do trabalho infantil.Nós tínhamos de lavar a louça,fazer as camas,lavar a roupa,aprender a cozinhar,aspirar o chão,esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis.Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
_Ela insistia sempre conosco para lhe dizermos a verdade,e apenas a verdade.E quando éramos adolescentes,ela até conseguia ler nossos pensamentos.A nossa vida era mesmo chata.
_Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que nós saíssemos.Tinham de subir,bater à porta para ela os conhecer.
_Enquanto todos podiam sair à noite com 12,13 anos,nós tivemos de esperar os 16.
_Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.Nenhum de nós esteve envolvido em roubos,atos de vandalismo,violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
_Foi tudo por CAUSA DELA.Agora já saímos de casa,nós somos adultos,honestos e educados,estamos a fazer o nosso melhor para sermos “pais maus”,tal como a nossa mãe foi.
_Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje:Não há suficientes MÃES MÁS...

(Autor desconhecido)














MAMÃE NÃO TRABALHA

Era uma vez uma mulher que perdeu seu nome de batismo, ou melhor, trocou-o por outro muito usado: o de Mãe. Sendo mãe, tornou-se uma pessoa essencialmente chata. A maior cobradora da paróquia: faça isso, faça aquilo...O relógio toca. Começa a batalha.
- Vamos acordar, pessoal! Corre ligar a água para o café. O leite também (quando tem).
- Vamos, crianças, vistam o uniforme.O pai já está no banho.
- Rápido. Tem aula. Coa o café. Serve a mesa.
- Vamos, pessoa. Olhe a hora. Comam todo o pão. Escovem os dentes. Pronto.
O marido foi para o trabalho e os filhos para a escola. Trocou de roupa, tirou a mesa, limpou a louça do café. Arrumou as camas. Varreu a casa. Retirou o pó dos moveis. Chegou o verdureiro. Feitas as compras, corre ao açougue. Aproveita a saída e passa pelo banco e paga as contas de água e luz. Volta correndo. Faz o almoço. Olha o relógio. Está na hora do marido e das crianças chegarem. Chegaram. Serve o almoço.
- Menino, não belisque sua irmã!
O pai pede que lave seu macacão. Conta que hoje o trabalho melhorou um pouco, mas é para cuidar das despesas. Breve repouso e volta ao serviço.
A mãe lava a louça do almoço. A filha seca os pratos e o filho os talheres e se manda para o quintal. O cachorro aparece com os pêlos da cauda bem aparados.- Esse menino! Foi por isso que ele pegou a tesoura...
- Crianças façam a lição.
- Sim, claro, arranjar figuras para a tarefa de Geografia. Costurar a barra da calça do menino. Pregar botão na blusa da menina.
- Mãe, amanha é aniversario da professora. Tenho que levar um bolo.
Pronto. O bolo está no forno. Enquanto assa, lava o macacão.
- Vamos ao dentista. Cuidado ao atravessar a rua.
Passam na panificadora. Voltam para casa.
- Tomem banho!
Providenciar o jantar.
- Não gosta de ovo? Tem que comer. Faz bem para a saúde. Fiquem quietos. Deixem o pai assistir ao noticiário sossegado. Ele está cansado, trabalhou o dia todo. Vão para o banho! Já arrumaram o material para a aula de amanhã? Mas que turma! Desde que chegamos do dentista estou dizendo pra irem pro banho. Todos deitados. Verificação total da casa. Deixar a mesa arrumada para o café matinal. Ora veja! O menino esqueceu de guardar o caderno. Abriu-o. Deu uma olhada na lição. Ele preencheu uma página com dados pessoais: seu nome completo, data de nascimento, local, e também dados familiares. Profissão do pai: mecânico. Profissão da mãe: não faz nada, só fica em casa...

Hélia P. de Souza

Segundo o texto responda:

1- Por que a mãe tornou-se uma pessoa essencialmente chata?
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2- Analise e explique a frase: "O relógio toca. Começa a batalha."
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3- Por que os filhos são tratados por menino e menina?















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4- Quais são as atividades diárias realizadas pela mãe?















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5- Você concorda que ela não trabalha? Por quê?















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PENSE NA SUA MÃE E RESPONDA:

1- Como é a rotina diária da sua mãe? (madrasta, vó, tia...) ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2- Você já ouviu ou já usou a expressão "Mamãe não trabalha"? O que essa ideia revela? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3- Qual é a importância do trabalho doméstico?















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Às Mães
- às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos; - às Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez - talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado; - às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes; - às Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar...; - às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta dum filho...; - também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe...e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício... A todas as Mães, a todas sem excepção, um Abraço e um Beijo cheios de simpatia e de ternura! E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite! E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!





























Mãe pobre


Você foi escolhida por Deus para ser mãe
Com as mesmas virtudes de uma mãe rica,
talvez mais
Porém,com menos regalias e conforto
Tu sofres a dor da indiferença
Tu sofres quando em teu lar vem a doença
Tu sofres sem ter para quem apelar
Teu filho chora de fome
Tu não tens o que dar
Mãe pobre,mas mãe de valor
Mãe que sofre ,que batalha pensando
em um dia ter mais valor
Teus filhos crescem
Eles sem querer talvez
Muitas vezes te aborrecem
E tu choras aquela dor
E a Deus faz uma prece
O marido muitas vezes
Não dá o valor que merece
Mãe que trabalha e batalha
Para ajudar a trazer o pão
Ajudando em casa
Como se fosse um peão
Vestida humilde
E sem muita ilusão
Mãe,tu és pobre
Mas é grande o teu galardão
No céu está a nossa riqueza e descanso
Nos diz a Bíblia Sagrada
Em 14 de São João.

Laide Marina Arruda














Um comentário:

  1. MÃE

    Existe uma mulher que pela imensidão de seu amor,

    Tem um pouco de Deus,

    E muito de anjo pela incansável solicitude dos cuidados seus;
    Uma mulher que, ainda jovem, tem a tranqüila sabedoria de uma anciã

    E, na velhice, o admirável vigor da juventude;

    Se de pouca instrução, desvenda com intuição inexplicável os segredos
    da vida,

    E se muito instruída age com a simplicidade de menina;

    Uma mulher que sendo pobre, tem como recompensa a felicidade dos que
    ama,

    E quando rica, todos os seus tesouros daria para não sofrer no coração
    a dor da ingratidão;



    Uma mulher que, sendo forte, estremece com o gemido de uma criança,



    E sendo frágil, consegue reagir com o a bravura de uma leoa;



    Uma mulher que, enquanto viva, não lhe damos o devido valor, porque ao
    seu lado todas as dores são esquecidas;



    Entretanto quando já se foi,

    Daríamos tudo o que somos e tudo o que temos



    Para vê-la de novo ao menos por um só momento,

    E receber dela um só abraço, e ouvir de seus lábios uma só palavra.



    M Ã E



    Que ao dar a bênção da vida, entregou a sua.

    Que ao lutar por seus filhos, esqueceu-se de si mesma.

    Que ao desejar o sucesso deles, abandonou seus anseios.

    Que ao vibrar com suas vitórias, esqueceu seu próprio mérito.

    Que ao receber injustiças, respondeu com amor.



    (D. Ramón Angel Jará - Adaptado)

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