sexta-feira, 14 de maio de 2010

A melhor escola do mundo



Bons professores e alto nível de exigência são indicadores de sucesso em educação na Finlândia


Marina Morena Costa
São Paulo

A Finlândia tem o sistema educacional considerado o melhor do mundo. Foi três vezes campeã do Programa Internacional de Avaliação por Aluno (PISA), a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo o professor Reijo Laukkanen, do Internacional Education Policy, da Universidade de Tempere, na Finlândia, o segredo do case de sucesso deve-se em grande a formação dos professores finlandeses e as altas expectativas que eles têm de seus alunos.

Durante palestra realizada nesta quinta-feira, no Educador – Congresso Internacional de Educação, em São Paulo, Laukkanen explicou que os professores estão entre os profissionais mais populares da Finlândia. Os salários são bons, mas não o suficiente para atrair os jovens profissionais. A reputação da carreira é o principal fator na escolha. "Não é o salário que torna a carreira tão popular e atraente na Finlândia. Nossos salários estão em desvantagem em relação aos de outros países da Europa. A diferença é que todos os nossos professores têm mestrado em educação e a carreira acadêmica é extremamente respeitada."

As tecnologias educacionais, forte tendência no Brasil, não influenciam o bom desempenho dos alunos finlandeses e não têm a ver com as melhores notas, de acordo com Laukkanen. "Temos tecnologia nas escolas, mas os professores não a usam. As crianças têm mais acesso à tecnologia em casa do que na escola. Algumas cidades têm lousas interativas, digitais, mas nossa educação não é baseada em tecnologia e sim em professores", conta o professor, que também é conselheiro na Finnish National Board of Education (FNBE).

Não há um segredo da educação finlandesa. Para Laukkanen, o sucesso vem de uma combinação de fatores, além do bom corpo docente. "A educação é nacional, com um currículo unificado e tem como objetivo o país obter um bom desempenho. Tanto faz onde você colocar o seu filho porque em qualquer lugar da Finlândia a educação é a mesma. Nossos profissionais de educação têm autonomia, liberdade, são reconhecidos e respeitados."

Alem disso, o professor aponta a alta expectativa de desempenho dos alunos e o suporte às crianças que não conseguem acompanhar o ritmo. "Quando sobe a exigência, quando o objetivo é mais alto, o nível de qualidade sobe bastante", analisa. "Na Finlândia, as mentes mais brilhantes se tornam professores. São a chave principal do nosso sucesso. Temos também uma boa estrutura política educacional. Se não tivéssemos essa base de apoio, não adiantaria ter bons profissionais."


Carga horária

A carga horária na Finlândia se aproxima do período integral no Brasil. É mais tranquila nos primeiros anos e aumenta gradativamente. "Nos primeiros anos as crianças passam 19 horas por semana na escola. No quarto ano aumenta para 23 a 24 horas por semana, até chegar a 30 horas, na 7ª e 9ª série. Procuramos poupar os pequenos", brinca Laukkanen.

Fonte: Todos pela educação. iG Educação
Capturado em :http://www.todospelaeducacao.org.br/Comunicacao.aspx?action=5&mID=7628
14/05/2010 -

quarta-feira, 12 de maio de 2010

MEC defende formação superior para professor do fundamental

Quarta-feira, 12 de maio de 2010 - 15:17 A formação mínima de professores para atuar nos anos iniciais do ensino fundamental e a data de corte para o ingresso nessa etapa da educação básica foram tema de audiência pública nesta quarta-feira, 12, na Comissão de Educação do Senado Federal. Participaram do debate gestores municipais, professores, pesquisadores e representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

A proposta do Ministério da Educação, que está em tramitação no Legislativo, prevê uma alteração no artigo 62 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em vigor desde 1996. Pelo projeto enviado, somente professores com formação em nível superior poderão atuar nos anos iniciais do ensino fundamental.

Hoje, é determinada formação mínima de nível médio na modalidade normal para os professores que ensinam nos anos iniciais do ensino fundamental e na educação infantil. Para a secretária de educação básica do ministério, Maria do Pilar Lacerda, a discussão sobre a qualidade educacional é complexa, mas trabalhar por uma formação de professores mais adequada é fundamental para a melhoria. “Não há como oferecer uma educação de qualidade sem investirmos na formação de professores”, disse.

Para Carlos Eduardo Sanches, presidente da Undime nacional, o Brasil tem uma grande dívida com os professores. “Temos que reforçar e articular os esforços para elevar a formação inicial de nossos docentes, em regime de colaboração entre os entes federados”, observou.

Já a presidente do Consed, Yvelise Freitas de Souza, defende que as políticas públicas de formação de professores tenham continuidade. “O Plano de Formação de Professores deve ser uma política de estado, deve continuar no próximo governo”, afirmou. Yvelise referia-se ao Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, que tem a intenção de formar, até 2014, 330 mil professores que atuam na educação básica e ainda não são graduados.

Heleno Araújo Filho, representante da CNTE na audiência pública, acredita que somente alterar a legislação não será suficiente para que se alcance uma educação de qualidade. “Devemos trabalhar também para melhorar a perspectiva de carreira, a jornada e as condições de trabalho dos professores”, afirmou.

Data de corte – Para o MEC, os estados e municípios devem seguir os pareceres e resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a matrícula no ensino fundamental. Portanto, somente podem ingressar nesta etapa da educação básica as crianças com seis anos completos ou a completar até o dia 31 de março.

De acordo com a secretária Maria do Pilar, 18 estados já seguem as orientações do conselho, mas somente com um projeto de lei, que estabeleça uma data de corte, os sistemas poderão se organizar mais facilmente. Para Pilar, o tempo de formação e desenvolvimento das crianças deve ser respeitado. “O foco do estabelecimento de uma data definidora da matrícula deve estar na criança e no seu direito de aprender na idade correta”, enfatizou.

Assessoria de imprensa da SEB

FONTE: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15418:mec-defende-formacao-superior-para-professor-do-fundamental&catid=211&Itemid=86

sexta-feira, 7 de maio de 2010

ATIVIDADE SOBRE AFRICANIDADE







Os povos africanos não nos deixaram como herança somente a raça e também nos deixou costumes cultura e até algumas palavras.
Algumas palavras do nosso cotidiano que tem origem em Línguas Africanas:
caçula capenga chibata encabulado tocaia balela papear bagunça moleque quitute mochila xingar tanga cochilo cachaça cafuné fungar fubá quitanda dengo sunga
Dê o significado de algumas destas palavras;
Caçula_________________________________________
Bagunça_______________________________________
Moleque________________________________________
Quitute_________________________________________
Cochilo_______________________________________
Xingar_________________________________________
Mochila________________________________________


● ficar agitado
●bolsa pendurada nas costas
●filho mais novo
●falar palavras feias
●menino
●dormir um pouquinho
●comida gostosa
Lenga-lenga
Outro género cultivado em Cabo Verde com tendência para o esquecimento, diz respeito à geração infantil. Aqui encontramos as Cantigas de Roda e as Lenga-Lengas cantadas, ou em forma de jogos rítmicos, com percussão corporal. Quem não se lembra das lenga-lengas "Una duna trina catari­na barimbau são dez..." ou de "Doll in dol fatatitiná..." ou ainda da cantiga de roda "A vida do marujinho" dramatizada por tantas crianças, e muitas outras mais, que as deleitavam nas noites de luar em que a televisão não fazia parte das suas vidas, nas ilhas?
Quem não se lembra das lenga-lengas "Una duna trina catari­na barimbau são dez..." ou de "Doll in dol fatatitiná..." ou ainda da cantiga de roda "A vida do marujinho" dramatizada por tantas crianças, e muitas outras mais, que as deleitavam nas noites de luar em que a televisão não fazia parte das suas vidas, nas ilhas?
É verdade que muitos podem dizer, e têm dito, que elas não nos pertencem, porque são portuguesas e/ou de outra cultura. Porém acabaram por se tornar numa "coisa nossa". Foram adoptadas pelos nossos tetravós e bisavós e muitas delas foram recriadas como é o caso de "pirolito qui bate qui bate" à qual se acrescenta uma estrofe em crioulo. Tornaram-se nossas, tal como os instrumentos de corda que utilizamos para tocar a nossa música: o violão, o violino, o cavaquinho, etc, que vieram de fora e que acabaram por ser perfilhados.

A Casa do João
Aqui está a casaque fez o João.Aqui está o saco do grão e feijãoque estava na casaque fez o João.Aqui está o ratoque furou o saco de grão e feijãoque estava na casaque fez o João.Aqui está o gatoque comeu o ratoque furou o saco de grão e feijãoque estava na casaque fez o João.Aqui está o cãoque mordeu o gatoque comeu o ratoque furou o saco de grão e feijãoque estava na casa que fez o João.

Leia a lengalenga africana:
O que está...
O que está na varanda?Uma fita de ganga.O que está na janela?Uma fita amarela.O que está no poço?Uma casca de tremoço.O que está na pia?Uma casca de melancia.O que está na chaminé?Um gato a coçar o pé.O que está na rua?Uma espada nua.O que está atrás da porta?Uma velha morta.O que está no ninho?Um passarinho.Dá-lhe bolachas e deixa-o quentinho.
Lê a lengalenga africana:
O QUE ESTÁ...
O QUE ESTÁ NA VARANDA?UMA FITA DE GANGA.O QUE ESTÁ NA JANELA?UMA FITA AMARELA.O QUE ESTÁ NO POÇO?UMA CASCA DE TREMOÇO.O QUE ESTÁ NA PIA?UMA CASCA DE MELANCIA.O QUE ESTÁ NA CHAMINÉ?UM GATO A COÇAR O PÉ.O QUE ESTÁ NA RUA?UMA ESPADA NUA.O QUE ESTÁ ATRÁS DA PORTA?UMA VELHA MORTA.O QUE ESTÁ NO NINHO?UM PASSARINHO.DÁ-LHE BOLACHAS E DEIXA-O QUENTINHO.
BRINCANDO DE RIMAR COMO NAS LENGALENGAS:

TU CONHECES A CAROL?
AQUELA QUE PISOU NO _____________________________

TU CONHECES A LUCIMAR?
AQUELA QUE NÃO GOSTA DE ___________________________

TU CONHECES O JOÃO?
AQUELE QUE LHE DEU UM ___________________________

TU CONHECES O RODRIGO?
AQUELE QUE COÇOU SEU ___________________________

BELISCÃO CANTAR


UMBIGO CARACOL
BELISCÃO CANTAR
UMBIGO CARACOL

Por que o povo brasileiro é tão heterogêneo?










Processo de formação do povo brasileiro.

O QUE É ETNIA

Grupos étnicos: grupos de pessoas que se identificam por compartilhar elementos culturais ou raciais comuns. A etnicidade se define, assim tanto por aqueles que se incluem como por aqueles que são excluídos. Por isso, pode-se dizer que a etnicidade e os grupos étnicos não são entidades fixas; eles dependem das relações entre os diferentes grupos, pois as pessoas sentem que "pertencem" a determinado grupo ou cultura tanto pelo que tem em comum com outros membros do mesmo grupo quanto pelas diferenças em relação aos membros de outros grupos.

O que é Raça

Raça: termo impreciso, associado à divisão da humanidade em diferentes grupos populacionais de acordo com o critério da descendência biológica comum ( real ou suposta). Cada raça, seria, portanto identificável segundo um conjunto de características físicas, como a cor da pele ou do cabelo, o formato dos olhos ou nariz etç., herdados de um grupo ancestral de origens geográficas bem determinadas. A noção de raça como forma de classificação rígida ou sistema genético foi quase inteiramente abandonada e atualmente se reconhece que as raças humanas são subdivisões relativas de uma espécie, que migraram e miscigenaram-se ao longo da história da humanidade.


Mistura de Raças

No Brasil existem brasileiros brancos, negros, mulatos, índios, descendentes de europeus, africanos e asiáticos, ricos e pobres moradores nas zonas urbanas ou rurais.
Existem muitas diferenças e desigualdades entre nós, uma delas é a cor da pele, jeito do cabelo ou formato dos olhos. Essas diferenças são resultantes da miscigenação que aconteceu ao longo da história. Outra diferença, está na cultura dos diversos grupos e regiões do nosso país que são refletidas na arte, música, literatura, nas festas populares e na religião .
As desigualdades sociais, são grandes, pois refletem a pobreza e a falta de oportunidade à educação e ao trabalho por grande parte da população. O índice de analfabetismo, ainda , é muito elevado na população mais carente. De acordo com a nossa Constituição, todos nós somos iguais, sem distinção de raça, cor, crença religiosa e situação social. Mas, a realidade social nem sempre corresponde com as leis.
Exemplos disso é questão da educação e da saúde, onde brasileiros mais ricos podem ter acesso a escolas e hospitais com mais recursos.
O racismo é mascarado; um exemplo disso, é o fato de cargos elevados em empresas serem ocupados minoritariamente por negros e mulatos.

(Castro, Mirna de. Geografia e História)